A Utopia de Xanana Gusmão

Xanana sempre apostou no referendo como a única solução para o problema de Timor-Leste. Uma exigência que Jacarta sempre recusou.

Contudo, numa surpreendente mudança da sua política em relação a Timor-Leste, Jacarta anunciou, a 27 de Janeiro de 1999, a intenção de considerar a independência do território, no caso de os timorenses rejeitarem a autonomia.

Xanana Gusmão deixa então, cair a exigência de um referendo clássico em Timor-Leste e aceita que se faça uma consulta ao povo timorense – o chamado "referendo orgânico".

O líder histórico da Resistência Timorense, avançou em linhas gerais, o que será o futuro de Timor independente. Xanana adopta a designação de "República de Timor-Leste", que terá o Português como língua oficial. Será um estado, sem forças armadas, com um sistema multipartidário, uma economia de mercado e uma constituição que salvaguardará o respeito pelos direitos humanos.

É este o Timor que Xanana Gusmão idealiza.