Partidos Políticos

A história da vida de Xanana Gusmão é indissociável da história dos partidos políticos de Timor.

Pouco antes do 25 de Abril, Xanana pensava emigrar para a Austrália, com a família, chegando mesmo a ir a Darwin explorar terreno. Quando regressou, em Outubro de 1974, a sociedade timorense estava em plena ebulição com a criação dos partidos políticos. Entre os mais importantes destacam-se a UDT, União Democrática Timorense, que propunha a continuação dos laços com Portugal, até atingir um desenvolvimento económico que permitisse uma independência a largo prazo. A Fretilin, Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente, que preconizava a imediata independência do território. A Apodeti, Associação Popular Democrática de Timor, que proclamava a integração de Timor na Indonésia. Outros dois partidos aparecem também nesta época, o Kota, Klibur Oan Timor Aswain, e o Partido trabalhista. Estes dois últimos uniram-se, mais tarde, à UDT, para juntos reivindicarem a integração plena de Timor-Leste na República Unitária da Indonésia.

Por esta altura, Xanana Gusmão, recebeu convites dos vários partidos, mas acabou por ingressar na Fretilin. O enorme desejo de liberdade está na origem desta decisão tomada por Xanana. Depois da morte de Nicolau Lobato, presidente da Fretilin em 1978, Xanana assume a direcção da organização.

Em 1981, com a primeira conferência nacional da resistência, é criado o Conselho Revolucionário de Resistência Nacional (CRRN) do qual Xanana é eleito presidente e comandante em chefe das Falintil, Forças Armadas de Libertação e Independência Timorense.

Em 1988 foi formado um novo órgão director da resistência, o Conselho Nacional de Resistência Maubere (CNRM), no qual Xanana se integrou, lutando pela defesa da autodeterminação do território até 20 de Novembro de 1992, data em que foi preso.

Já na prisão, Xanana consegue reunir, em Abril de 1998, todas as forças políticas, culturais e sociais do seu povo, na primeira convenção de Timor-Leste, da qual sai nomeado presidente do Conselho Nacional de Resistência Timorense (CNRT).