Apelos de Xanana
Xanana apesar de ter sido preso nunca deixou de "lutar" pelos direitos do povo timorense.
As cartas que este escrevia e que se tornavam públicas através do vice-presidente do CNRT, Ramos Horta, os apelos que lhe foram permitido fazer pelos media fez com que o Governo Português e a Comunidade Internacional não se esquecessem do povo de Timor e que não deixassem de lutar.
Entre os muitos apelos destacam-se alguns, dirigidos a Nelson Mandela (líder do ANC, Conselho Nacional Africano, no dia 23 de Outubro de 1992), do qual Xanana diz mesmo que o admira, visto que ambos sempre tiveram o mesmo objectivo, "a libertação de um território" e de um povo oprimido cheio de injustiças. Xanana termina esta carta apelando ao líder do ANC para que continue pressionando a Indonésia a aceitar o diálogo.
Numa mensagem gravada, (7 de dezembro de 93), na prisão de Jacarta, transmitida pelo o serviço português da BBC, na noite de 18 de Janeiro de 94, Xanana considera que "as Falintil não têm capacidade para vencer militarmente", mas a Indonésia também não pode vencer politicamente em Timor-Leste. Ele termina apelando à continuação da luta armada em Timor-Leste.
Também ao 1º ministro neozelandês, Jim Bolger, o líder da Resistência fez chegar uma carta, da qual apelava igualmente à pressão deste sobre o governo indonésio sobre Timor-Leste.
Xanana apelou também ao presidente Bill Clinton, para que este quando se encontrasse com o presidente da Indonésia, Suharto, em Jacarta, interviesse a favor de Timor-Leste.
A solidariedade para com o povo de Timor, foi pedido pelo o líder timorense aos PALOP (comunidade dos países de língua oficial portuguesa).
O governo indonésio foi um dos alvos principais de Xanana. Um apelo pela libertação dos políticos, era o desejo de Xanana para se assim poder concretizar a reforma total exigida pelo o povo indonésio.
Um "reforço da Unidade Nacional", foi também uma mensagem do líder da resistência a propósito dos 23 anos da Falintil.
Um dos últimos apelos que Xanana fez, foi feito aos guerrilheiros das Falintil no sentido de tomarem as medidas necessárias à defesa da população, apelando ainda a uma insurreição popular generalizada. Isto tudo pelo facto de se ter dado um massacre em Liquiçá. Este apelo foi mal interpretado pela Indonésia, que concluiu que Xanana estava a apelar à guerra. O que não foi verdade, pois o líder simplesmente o fez para autodefesa da população.